terça-feira, 17 de março de 2009
Limões Roubados
Cheguei em casa depois de um dia muito carregado e quente.
Aliás, que dias quentes!
A casa se abriu como um forno ou estufa.
Caminhei devagar para entrar, preguisosa.
Na mesa um recado:
"Fiz chá no liquidificador
Já esta gelado mas os limões estavam muito azedos
Se amanhã você conseguir roubar limões da vizinha eu faço mais chá na quinta
Beijos
Leonice."
E terminou com um desenho de um coração.
E eu gosto destes recados peculiares e engraçados que são deixados para nós aqui em casa.
Gosto de bilhetes no geral. Me deixam animada...
E estes de casa mostram bem o lado que escondemos. Não por ser errado ou desagradável - afinal desde pequena aprendi que temos direitos sobre os verdes limões que pendem para nosso lado do muro - mas por ser particular.
E em cada lugar existirão pequenas coisas assim, ridiculas e ainda assim tão tocantes!
Um simples recado sobre a mesa, que pode contar minha infância...
Minhas tardes no jardim, com os cachorros. Poder não fazer nada e conseguir fazer o 'tudo do dia'. O sol nos cabelos e nada mais a importar.
Eu não alcançava os tais limões, tentava derrubá-los com uma vassoura.
E essa é outra coisa tola e sem sentido talvez. Que todos tem e guardam: momentos.
E só é tolo porque guardamos.
Tão tolo quanto a acidez dos tais limões.
Estão alí, pendurados sempre...
A àrvore dividida por duas famílias. As famílias divididas por um muro.
As histórias não divididas pela vergonha.
Os limões roubados justamente.
E por mais banal que seja a presença deles na fruteira...
Nós aqui em casa temos direito sobre eles. Mas só os do galho deste lado!
E fim da história!
domingo, 8 de março de 2009
Sobre Você
para meu Akio querido.
Sua vida se faz em poesia,
E sua poesia de viver está na alegria dos que te rodeiam.
Menino dos olhos estreitos, brilhantes e sorridentes.
Menino que faz os que o rodeiam felizes!
Sua poesia me faz feliz.
Amigo, dos olhos mais lindos que ja tive a me observar,
Te amo!
Não deixe de ser quem você sempre foi.
Sua vida se faz em poesia,
E sua poesia de viver está na alegria dos que te rodeiam.
Menino dos olhos estreitos, brilhantes e sorridentes.
Menino que faz os que o rodeiam felizes!
Sua poesia me faz feliz.
Amigo, dos olhos mais lindos que ja tive a me observar,
Te amo!
Não deixe de ser quem você sempre foi.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Os homens se alimentam de sonhos e desejos,
E aqueles realizados serão os de maior substância!
Que a alma absorva toda a alegria de um destes sonhos!
Que a alma absorva toda a alegria de um destes sonhos!
E assim, não haverá fome alguma que a carne não suporte passar...
Pois nunca te disse alguém para seguir seu coração?
E seu coração, bate pela carne ou pelos desejos dela?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
As Janelas Para o Céu
Para Gustavo Bonin
"O Céu é a coisa mais bela que poderemos observar, Pois não importa quanto tempo passe, O homem nunca será dono dele."

Ouvi os jumbidos dos motores dos ônibus e carros. Podia também ouvir as rodas produzirem um som molhado contra o asfalto, mais um dia de chuva!
Eram vinte para as duas da tarde... Que hora para acordar! Me sentei na baira da cama, passei a mão no rosto e olhei a claridade agrádavel de um dia nublado, que entrava pelaos vidors do janelão alto.
Os colegas que dividiam o quarto comigo já estavam trabalhando e eu estava sozinho. Abri a janela e senti o vento entrar, abafado por ser verão. Acendi um cigarro e fiquei a fitar perdidamente o trânsito lá embaixo... Mas meus pensamentos voavam longe em minhas aflições, preocupações, lembranças diversas... alegrias.
Pensei na minha menina de olhos grandes, conhecia pouco dela mas cada sorriso que ela me dava ja contava muito.
Todo este tempo sonhando eu fitava uma poça com a garoa a ondular pingando sobre ela.
Me vesti e segui a rua até o café do estudante, tomei um curto e voltei tocar um poco. Entre todas as coisas da vida nada me alegrava mais que a música! As notas rápidas que eu produzia enchiam o apartamento. Nos tons agudos eu inconscientemente levantava meu ombro esquerdo e fechava os olhos.
O tempo lá fora foi melhorando e o céiu azul foi timidamente se mostrando. Cheguei mais uma vez até a janela. Eu gostava do vidro frio se embassando com minha respiração quente.
Suspirei profundamente e ri para mim mesmo. Quem diria? Eu, mesmo vivo, viveria em um lugar chamado CEU... Eu, consicentemente mostraria minha personalidade através música... Eu perdidamente, todos os dias, deixaria meus sonhos e idéias vazarem por estas janelas...
As janelas para o Céu.
"O Céu é a coisa mais bela que poderemos observar, Pois não importa quanto tempo passe, O homem nunca será dono dele."

Ouvi os jumbidos dos motores dos ônibus e carros. Podia também ouvir as rodas produzirem um som molhado contra o asfalto, mais um dia de chuva!
Eram vinte para as duas da tarde... Que hora para acordar! Me sentei na baira da cama, passei a mão no rosto e olhei a claridade agrádavel de um dia nublado, que entrava pelaos vidors do janelão alto.
Os colegas que dividiam o quarto comigo já estavam trabalhando e eu estava sozinho. Abri a janela e senti o vento entrar, abafado por ser verão. Acendi um cigarro e fiquei a fitar perdidamente o trânsito lá embaixo... Mas meus pensamentos voavam longe em minhas aflições, preocupações, lembranças diversas... alegrias.
Pensei na minha menina de olhos grandes, conhecia pouco dela mas cada sorriso que ela me dava ja contava muito.
Todo este tempo sonhando eu fitava uma poça com a garoa a ondular pingando sobre ela.
Me vesti e segui a rua até o café do estudante, tomei um curto e voltei tocar um poco. Entre todas as coisas da vida nada me alegrava mais que a música! As notas rápidas que eu produzia enchiam o apartamento. Nos tons agudos eu inconscientemente levantava meu ombro esquerdo e fechava os olhos.
O tempo lá fora foi melhorando e o céiu azul foi timidamente se mostrando. Cheguei mais uma vez até a janela. Eu gostava do vidro frio se embassando com minha respiração quente.
Suspirei profundamente e ri para mim mesmo. Quem diria? Eu, mesmo vivo, viveria em um lugar chamado CEU... Eu, consicentemente mostraria minha personalidade através música... Eu perdidamente, todos os dias, deixaria meus sonhos e idéias vazarem por estas janelas...
As janelas para o Céu.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Maquina Fotografica
Carrego a máquina fotográfica.
Carrego ela com o filme, com as pilhas.
Carrego ela com as imagens sobre o meu mundo.
Meu mundo igual ao de todo mundo.
Mas único para mim.
Meu mundo carregado de informações pesadas,
Se torna leve como num click;
Se torna eterno ao ser capturado pelo obturador.
Carrego meu mundo no meu bolso.
E carrego do jeito que eu quero,
Do jeito que eu crio!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
No Jardim Branco
Esta manhã havia gelo no jardim,
muito mais denso que a neve.
Fui la fora, descalça, para ver as plantas mortas e secas,
Fui la fora, descalça, para ver as plantas mortas e secas,
que não aguentaram o frio intenso.
Meus pés ardiam sobre as pedras gélidas.
Meus pés ardiam sobre as pedras gélidas.
O gramado era branco, as árvores eram brancas, o céu nublado era branco.
Me deixei cair sobre aquele gelo
e fiquei a congelar meus pensamentos.
Congelei o momento.
Congelei o momento.
Esta manhã eu quis morrer,
sozinha no jardim branco.
sozinha no jardim branco.
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