segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Evaporando




























Fico tentando te descascar,
Tentando te abrir.
Fico tentando te beber,
Tentando te engolir.

Sou liquido transbordando,
Sou liquido me afogando.

Enquanto o tempo passa,
Eu estou evaporando.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fantasmas do agora, Fantasmas do passado

Algumas pessoas buscam viver sem aflições, sem problemas. Sem nada que lhes atrapalhe, lhes tire do caminho. E algumas pessoas parecem realmente conseguir viver assim.

As vezes parece que a vida não deu certo, para nenhum de nós. Continuamos acordando todas as manhãs, pensando no café que talvez nem vamos tomar; E tendo certeza do dia que vamos ter que bebericar. E no fundo, no eco de cada dia, algo ressoa dizendo não...não! Que não deu certo...

Ninguém tem certeza da certeza.
o que é certo, o que não é?
Seguimos sentindo que tudo muda, segundo após segundo.
Que o tempo nos engole, nos digere, nos vomita e passa a nos lamber novamente.
Sem parar. Sem nunca parar.
seguimos...

As vezes parece que deixamos algo para trás. O que devia ter sido feito e o que não devia. O que devia ter sido esquecido e o que não foi.
Porque haverá a falta e a saudade, o arrependimento, a culpa, a injuria, a cólera.
E o passado parece algo tão mal aproveitado. O futuro parece algo tão limpo.
Quando o agora já é passado, pois no momento em que nos pomos a pensar nele,
sua transformação se concretiza. É passado.

Será que não há caminho para sessar os pensamentos no presente e viver no futuro?
O presente parece não existir e nos enganamos plenamente - o tempo todo! - com ele.
As vezes... parece que a vida não deu certo.
Ninguém tem certeza da certeza.
o que é certo, o que não é?

Porque, algumas pessoas, as vezes, parecem realmente viver sem nenhuma aflição.
Vivem invisíveis, sem motivos para correr atrás. Sem dores para se curar.

Outras pessoas desejam a tristeza, a melancolia, a depressão. Vivem a busca pelo eterno sangramento em dor. Tiram das aflições suas maiores inspirações.
Concretizam que somente da dor a arte vem.


Esse dom de viver com aflições faz com que nós, nós, sejamos fantasmas.
Fantasmas vivos, atrás da cura para desejos e vontades não atendidos.
Assim até o fim da vida.
Assim a cada segundo.
Assim a cada pedacinho do tempo, aquele tempo, que nos engole, nos digere, nos vomita e passa a nos lamber novamente.
Sem parar. Sem nunca parar.
Agora.
No agora que passado é.

sábado, 19 de junho de 2010


















O que aconteceu com o amor
pelo qual as gerações lutaram?







Foi quando os dias frios congelaram as pessoas.
Foi o regresso das mentes.

Foram parados os relógios mas
foi coagulado todo o sangue humano.

Não há necessidade de liberdade,
somos manequins sem sentimentos.
Eternamente expondo o mesmo vazio,
Eternamente erguendo as mesmas bandeiras
de sedas desbotadas.

Foi quando os dias frios congelaram as pessoas.
Foi o regresso das mentes.
Foi o presente.

Brócolis






















As folhas do brócolis têm aquele mesmo
gosto amargo e ácido que a vida tem.

As folhas do brócolis têm aquele mesmo
tom de veneno sutil que a vida tem.

O veneno tem o mesmo gosto amargo
e ácido que as folhas de brócolis têm

O amargo e o ácido tem o mesmo tom
de veneno sutil que as folhas de brócolis têm.

As folhas de veneno têm
a mesma vida que o ácido tem.

A vida tem o mesmo sutil que o amargo tem

O bórcolis tem as mesmas folhas de veneno que a vida tem.

Brócolis sutil que a vida tem.
Não Acredito em arrependimento.
Apenas acredito em música, sexo, dança e liberdade.