quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Olhar, para mim.


Tudo que vemos é luz.
E toda a vida é feita de ondas, freqüências.
E as cores são freqüências de ondas...
E no meio dessas idéias eu comecei a pensar sobre o que eu vejo.
Porque sou muito observadora. Gosto de ficar pensando.
Mas o que gosto, em particular, são os olhares.
Cada pessoa tem seu olhar, aquele que não deixo de reparar.
Porque cada um diz alguma coisa.
Tem pessoas que se entregam apenas pelos olhos.
Que demonstram o caráter inteiro, os sentimentos, os desejos.
Tem os olhos daqueles que são tristes, agoniados. Os olhos daqueles que enganam.
Os olhos daqueles que não gosto.
Tem o brilho de cada momento.
E amo quando eu olho e é recíproco, e apenas pelo olhar, pelo brilho, pela energia,
sentimos a mesma coisa.
E um olhar, pode no fundo ser apenas um olhar. E mais no fundo pode ser apenas uma freqüência de onda, luz. Mas cada olhar é tão particular, tão único.
Tão belo!
E o olhar de duas pessoas se torna eterno, mesmo sendo um segundo.
Aquele silêncio ao redor, tudo para.
Apenas dois a se olharem fundo.
Apenas luz. Tudo que vemos é luz.
Mas acho que cada olhar tem sua freqüência, em uma onda particular,
que faz com que não seja apenas a visão de alguém sobre os nossos olhos.
Acho que eu vejo isso em cada pessoa e sinto cada onda, cada sensação de cada segundo eterno.
Sua poesia está
no olhar,
no ritmo de viver
e no jeito de se expressar

Acaso

Escrevo isso para você que sei que entende o que passa aqui na minha cabeça.
Sei que você pode ler e entender. Talvez.

Porque foi por acaso. Foi sem pensar...Sem esperar.
Foi quando olhei para você, depois daqueles cinco meses.

Mas antes disso, quando eu já podia dizer ser após uma ano que sabia quem era você,
não foi assim.
Foi de repente.


E foi confuso.


"Em diferença contamos o que? 10 anos então? corra, corra! Ou irá ficar para trás!"
Idade boba. Consciência estúpida, que me atormenta dizendo o provável, o pior.
Sinto perder o contato, o carinho. Só porque tenho medo.

Só porque me apaixonei por você
.....porque..........................................?

Eu, Ela,

Gostava de ouvir apenas o fone esquerdo,
apenas uma parte do som,
imaginando uma Gracie Slik ou um John Lennon
no banheiro a cantar.
Azulejos grossos anos 60

Gostava de ouvir apenas o fone direito,
imaginando a banda na sala,
sobre um tapete persa velho amarelado.

Gostava de mecher de leve o creme do cappuccino
brincando com a colher sem prestar muita atenção,
observando as pessoas na rua.

Gostava de se imaginar em uma cena trágica
de um filme clássico e dramático,
preto e branco e europeu.
Alguma musica emocionante para ficar na cabeça.

Gostava de pensar da onde vem as pessoas
que estão por ai nas ruas.

Gostava de ficar pensando em seus amigos,
nas probabilidades de coisas acontecerem,
na vida de cada um
na sua vida.

Gostava de contas, de arte, de contas, de notas,
de andar sosinha, de conversar,
de se apaixonar, de olhar nos olhos das pessoas,
Açucar, vermelho, amarelo e sorrisos.

sábado, 27 de setembro de 2008

O povo caminha, sob o sol,
terra quente e rachada.
O povo sua, o povo sofre,
o povo fede.
Unhas sujas,
face tristes-deprimidas.
O povo chora em suas lágrimas secas,
em seu canto agoniado,
canção lamuriada sem fim.
O povo segue sem destino.
O povo não sabe, o povo não vê.
Se engana em sua própria condição,
se perde em sua própria lamentação.
O povo da vida largada,
O povo de alma apagada,
O povo caminha, sob o sol,
terra quente e rachada.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Café

Estava sentada no café da praça principal.
Quente embora ventasse muito.
Mexia lentamente seu café, sentindo a textura do açúcar no fundo da pequena xícara, em um leve atrito.
Apenas uma colherada de açucar.


A colher em formato de concha a fazia pensar no mar.
Água salgada. Vento igual.

Sal na comida. Concha para servir.
Concha e colher, colher em concha.
Apenas uma de açucar.
Café.

domingo, 21 de setembro de 2008

Poesia

Poesia...
pensei em uma arte com palavras.
E fui me desdobrar em combinações todas especiais.
Fui me perder em versos para agradar aos outros.
Mas foi no falhar de tanto escrever e não conseguir poesia, que vi que poesia é apenas algo...
(explique então!)
palavras!